O futebol é o reino das estranhezas. Mas muitas vezes - diria que na imensa maioria -, essas estranhezas são produto da química torta do ser humano. Vejamos o caso da seleção do Egito. Está virando barbada na África com seus títulos continentais. E mesmo assim não consegue ir à Copa do Mundo. Com a ausência no primeiro mundial no Novo Continente já se vão 20 anos que os Faraós disputaram seu último Mundial. E aí quando é o momento de jogar no seu quintal pelo título entre os seus é um passeio. É caso de psiquiatria?
Mas por que falei das estranhezas causadas pelo homem? Ora, porque não tem lá muito cabimento o campeão de um continente não estar na Copa do Mundo. E essa falta de cabimento aumenta quando uma competição acontece poucos meses antes da outra. Agora vemos os egípcios festejarem um título importante sobre Gana sabendo que não estarão no file enquanto o adversário, derrotado, estará, ora pois. Pode-se dizer que o Egito é o próprio culpado, afinal na hora de decidir a vaga nas Eliminatórias perdeu para a Argélia. Por esse ponto de vista, bem-feito para eles! Mas também pode-se dizer - e sinto-me seduzido por essa outra visão - que campeões continentais deveriam ter vaga automática no Mundial seguinte.
Essa anomalia aconteceu na Copa da Alemanha, quatro anos atrás, quando a Grécia, heterodoxa campeão europeia em 2004, não obteve vaga no Mundial. Pensemos no produto Copa. A presença de campeões continentais aumenta o atrativo. Mesmo que ele não seja tão tradicional. Parece um raciocínio tão simples. Não quero, é claro, ser o dono da razão e dizer como as coisas devem ser feitas. Dessa presunção não sofro. Mas era tão simples. Bastava reduzir uma vaga via Eliminatórias de cada continente e preenchê-la com o título do torneio local. Ponto. Você ainda inflaria o interesse por essas competições ditas menores. Fica aqui uma sugestão que, por motivos mais que óbvios, não chegará à Fifa.
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1 de fevereiro, 2010 20:13
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Já escuto as vozes que repercutem o simplismo bradarem: "O atentado contra o ônibus da seleção do Togo mostra que a Copa não pode ser na África do Sul". Essas vozes certamente não fazem nenhum esforço analítico. Não buscam informações, simplesmente recorrem ao básico manual da generalização. E olha que hoje em dia as ferramentas de informação não são poucas. Mas o preconceito é o mais forte dos agentes contemporâneos. E o continente africano é visto pela humanidade como um bloco de subdesenvolvimento tribal onde não há sinal de civilização.
Primeiro deve-se dizer que assim como há grupos separatistas em alguns pontos na África, também há em locais de primeiro mundo. Na Espanha, por exemplo, onde o ETA já cansou de ganhar as manchetes em suas ações terroristas pela independência do País Basco, na fronteira com a França. Se em 2012 houver um desses atentados alguém pedirá para Londres, cidade que fica no mesmo continente, não receber os Jogos Olímpicos? Claro que não. Porque o senso comum berra que Espanha e Inglaterra são países diferentes, com realidades diferentes. Porque todo mundo sabe que existe o Reino Unido e existe a Espanha. Ao contrário da África, onde de uma maneira geral as pessoas enxergam um monolito, como se os países formassem uma massa única com a mesma cultura, os mesmos problemas, as mesmas reivindicações...
A região onde ocorreu o terrível atentado à delegação togolesa é conflagrada há muito tempo. Cabinda é palco de um grupo de rebeldes separatistas que até hoje agem contra a anexação do local por Angola. Logo, não poderia nessas condições receber uma competição esportiva importante. E mais: agora que aconteceu o fato, a atitude esperada dos organizadores da Copa Africana era retirar os jogos daquele local. Mas parece que não aprenderem a lição. Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso continuam alocadas lá. Togo, numa atitude totalmente compreensível, já deixou o torneio.
A África do Sul é um país com diversos problemas sociais, entre eles a violência urbana decorrente do desequilibrio social. Porém, não há ações de grupos terroristas. Há mais de uma década o Apartheid (regime que segregou a população negra) foi extinto. Logo, associar as coisas é preguiça mental e de apuração. E fique claro: a África do Sul não é o paraíso.
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9 de janeiro, 2010 20:03
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Você já ouviu falar de Aminul Haque, Chiang Ming Ham, Glayds Bokese, Rodolfo Bodipo, Ryan Nelsen, Dominio Gadia, Emelio Kaligdong e Ashley Williams? Possivelmente nunca. Mas saiba que eles têm algo em comum com os zagueiros Lúcio e Lugano, bem mais familiares aos brasileiros. Todos eles, além de capitães de suas seleções nacional de futebol, acham, pasmem, que Lionel Messi NÃO esteve entre os três melhores jogadores do mundo em 2009.
Você já ouviu falar em Droji Kandhu, Stanley Thosane, Chang Twu Hei, Muntubile Santos, Lobo Diarte, Paul Put, Norio Tsukitate, Bob Houghton, Mamic Drago, Nigel Worthinghon, Jose Ariston Caslib e Tunoa Lui? Creio que não. Mas saiba que eles têm algo em comum com Berti Vogts, Dunga, Raymond Domenech e Javier Aguirre, bem mais familiares aos amantes do futebol. Todos eles, além de técnicos de seleções nacional, acham, pasmem mil vezes sem respirar, que Lionel Messi NÃO esteve entre os três melhores jogadores do mundo no ano que se encerra.
Na eleição da Fifa para escolha do melhor jogador do globo terrestre neste ano, Messi passeou. Nos votos de capitães e técnicos das seleções do mundo inteiro, onde cada votante aponta três atletas, o argentino obteve a maior diferença da história para o segundo colocado, no caso o português Cristiano Ronaldo, vencedor de 2008. Mas ainda assim houve gente achando que a bola dele não foi tudo isso na fileira de seis títulos do Barcelona. Vá lá que alguém discuta se ele foi o maioral - e essa discussão já pode soar insana -, agora não indicá-lo entre os três parece um despautério sem tamanho. Será que só acompanharam jogos da Argentina?
Mais intrigante é perceber que dos pouquíssimos nomes conhecidos que incorreram nesse absurdo estão os brasileiros Dunga e Lúcio. Ou seja, se dependesse da participação do Brasil na escolha o jogador do Barcelona nem estaria concorrendo. Difícil não pensar que a rivalidade (para dizer o mínimo) não pesou na hora de votar. Só pode ser isso. Ou no conceito de Dunga, que escolheu Fernando Torres, Lampard e Drogba, o futebol de Messi está supervalorizado? Ou na opinião de Lúcio, que apontou Drogba, Eto'o e Ibrahimovic), o argentino é um atleta normal e seu conceito anda inflado? Nós lembramos muito bem de como Messi saiu aplaudido do Mineirão no jogo das Eliminatórias, em 2008, e o rancor que jogadores brasileiros demonstraram com a postura da torcida. Difícil não associar as coisas. Lembram-se das frases queixosas de Elano?
Outro ilustre que não enxergou o óbvio foi Domenech, o técnico da França. Será que, assim como não convoca Trezeguet por questões astrais, o francês também recorreu ao mapa, com suas casas para cima e para baixo, para descartar Lionel? E o que dizer de Diego Lugano, curiosamente um uruguaio, que apontou Cristiano Ronaldo, Henry e Gerrard?
Vale saber que dos 40 participantes da votação que não mencionaram o nome de Messi, 22, ou seja, mais da metade jogam ou dirigem países que nunca estiveram em uma Copa do Mundo. Nações sem a mínima tradição futebolística, tais como Butão, Bangladesh, India, Botsuana, Myanmar, Macau, e por aí vai. E a curiosa postura dos dois representantes de Taiwan, que votaram em Diego - sim, ele mesmo, campeão brasileiro pelo Santos e atualmente na Juventus (ITA) - e simplesmente ignoraram Messi? E os neozelandeses Ryan Nelsen e Rick Herbert, que estarão na Copa do Mundo e votaram exatamente igual, inclusive na mesma ordem: Cristiano Ronaldo, Kaká e Drogba? Mera coincidência?
Gosto é gosto, reza a sabedoria popular. Mas há limites que prefiguram o bom senso. Caso a votação fosse restrita a esse pessoal antimessi, contando os votos dos argentinos Maradona e Mascherano, que não poderam escolher um compatriota, Cristiano Ronaldo e Drogba dividiriam o prêmio.
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24 de dezembro, 2009 14:37
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A versão eletrônica do Diário Olé, da Argentina, publicou uma nota interessante com a lista completa de salário anual dos 32 técnicos que estarão na Copa do Mundo da África do Sul. Não há menção às fontes, portanto os valores podem não ser oficiais. Mas vale ao menos a "brincadeira". O salário mais milionário da relação é o do italiano Fabio Capello, que receberia 9,9 milhões de dólares limpos por ano para dirigir a seleção inglesa. Quase um milhão mensal. Outro italiano, Marcelo Lippi, que é treinador de seu próprio país, situa-se no segundo posto, mas com uma diferença abissal para o compatriota: US$ 3 milhões anuais. O brasileiro Carlos Alberto Parreira é o quinto, cujas cifras seriam de 1,8 milhão. O detalhe interessante é que o salário do tetracampeão mundial gerou reboliço na África do Sul, tendo em vista que o presidente do país, Thabo Mbeki, leva um ano para acumular a dinherama que o brasileiro abiscoita em um mesinho.
Outra curiosidade é que o treinador mais 'mal pago' é o nigeriano Shaibu Amodu, que comanda as Águias Indomáveis. Ele vê anualmente em sua conta bancária 180 mil dólares, o que dá pouco mais de cem mil a cada 30 dias. Ou seja, a o valor que Capello recebe semanalmente. E o brasileiro Dunga? Bem, ainda por essa reportagem, a CBF paga ao brasileiro a bagatela de 1, 25 milhão anualmente, ou pouco mais de cem mil dólares mensais. Na cotação atual da moeda americana, não chega a 200 mil reais. Muito menos que vários badalados técnicos em seu clubes pelo Brasil. Dunga é o mais valorizado entre os cinco países sul-americanos, ficando á frente inclusive de Maradona (1,2 milhão de dólares anuais).
Confira a lista completa:
1- Fabio Capello (Inglaterra): 9.900.000
2 - Marcelo Lippi (Italia): 3.000.000
3 - Joachim Löw (Alemania): 2.300.000
4 - Javier Aguirre (México): 1.800.000
5 - Carlos Parreira (Sudáfrica): 1.800.000
6 - Berter van Marwijk (Holanda): 2.700.000
7 - Ottmar Hitzfeld (Suiza): 2.600.000
8 -Vicente del Bosque (España): 2.200.000
9 - Carlos Queiroz (Portugal): 2.000.000
10 - Pim Verbeek (Australia): 1.820.000
11 - Dunga (Brasil): 1.250.000
12 - Diego Maradona (Argentina): 1.200.000
13 - Takeshi Okada (Japón): 1.200.000
14 - Ricki Herbert (Nueva Zelandia): 1.200.000
15 - Otto Rehhagel (Grecia): 1.150.000
16 - Paul Le Guen (Camarões): 960.000
17 - Marcelo Bielsa (Chile): 850.000
18 - Vahdi Halilhodzic (Costa do Marfim): 740.000
19 - Raymond Domenech (Francia): 720.000
20 - Hun Jung Moo (Corea do Sul): 600.000
21 - Morten Olsen (Dinamarca): 570.000
22 - Milovan Rajevac (Ghana): 540.000
23 - Bob Bradley (EE.UU.): 400.000
24 - Radomir Antic (Serbia): 447.000
25 - Matjaz Kek (Eslovenia): 360.000
26 - Gerardo Martino (Paraguay): 360.000
27 - Rabah Saadane (Argelia): 360.000
28 - Reinaldo Rueda (Honduras): 350.000
29 - Vladimir Weiss (Eslovaquia): 312.000
30 - Oscar Washington Tabárez (Uruguay): 300.000
31 - Kim Jong Hun (Corea del Norte): 250.000
32 - Shaibu Amodu (Nigeria): 180.000
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7 de dezembro, 2009 19:22
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Agora, com mais calma, alguns pitacos e informações mais detalhada dos grupos da Copa do Mundo 2010:
- Há duas chaves que as quatros seleções parecem ter força para ir adiante: A (África do Sul, Uruguai, França e México) e (Alemanha, Sérvia, Austrália e Gana). A chave brasileira, embora tenha Portugal e Costa do Marfim, recebe de presente a Coreia do Norte, que nem cócegas deve fazer.
- A Argentina pegou um grupo parecidíssimo com o que teve em 94. Faltou apenas a Bulgária, que não classificou-se. Em seu lugar, entrou a Coreia do Sul. Nigéria e Grécia a Alviceleste já encarou no Mundial estadunidense. Os nigerianos, aliás, voltaram a ser rivais argentinos em 2002. E os sul-americanos ganharam as duas, ambas apertadas: 2 a 1 (94) e 1 a 0 (2002).
- A Espanha deve elevar as mãos ao céus. O grupo é uma baba. Tá bom, Suíça e Chile podem até dar algum trabalho, mas a tendência é a Fúria liderar com tranquilidade. Porém, como registrou o diário Marca, o grupo é da vida, porém o cruzamento é da morte. Afinal, nas oitavas os espanhóis devem enfrentar Brasil, Portugal e Costa do Marfim. Nada simples.
- Há dez jogos, uma espécie de Top Ten, que não podemos perder nesta primeira fase: Portugal x Brasil, Uruguai x França, Uruguai x México, Alemanha x Sérvia, Dinamarca x Holanda, Itália x Paraguai, Inglaterra x Estados Unidos, Argentina x Nigéria, Brasil x Costa do Marfim e Holanda x Camarões. Cada um por suas especificidades.
- Nas oitavas de final alguns clássicos podem acontecer: França x Argentina, Alemanha x Inglaterra, Holanda x Itália, Brasil x Espanha, Espanha x Portugal...
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4 de dezembro, 2009 21:19
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No pique, primeiras impressões do sorteio da Copa:
1 - Embora o grupo 1 aparente ser o mais intrincado por ter quatro seleções com potencial para passar ás oitavas - mesmo a África do Sul, fragilíssima, joga em casa e tem chances - a chave mais impressionante é a do Brasil. A Coreia do Norte é que deve lacrimejar. Brasil, Costa do Marfim e Portugal. Kaká, Cristiano Ronaldo e Drogba no mesmo grupo. Você lembra há quanto tempo a Seleção Brasileira pegou uma chave desse quilate? NUNCA.
2 - A Espanha, candidatíssima ao título, pegou grupo "da vida" e tem tudo para atropelar os adversários na primeira fase: Honduras, Chile e Suíça. O Brasil, portanto, trate de superar Costa do Marfim e Portugal. Caso contrário, a Espanha será a rival já nas oitavas.
3 - Estados Unidos x Inglaterra na primeira rodada? Repetição da zebra das zebras de 1950, quando os americanos venceram por 1 a 0 no estádio Independência, em Belo Horizonte?
4 - No mesmo grupo Argentina, Nigéria e Grécia? Já vimos esse filme em 94, heim..
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4 de dezembro, 2009 16:29
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Ouvi comentários de que a Costa do Marfim não pode ser considerada uma força. Tá certo, o Brasil até hoje ganhou todos os jogos que fez contra africanos em Copas. Mas daí a achar que os marfinenses são uma baba... Vamos lembrar que no Mundial passado a Argentina tomou um sufoco impressionante deles. E, um argumento mais retumbante ainda, três jogadores da equipe são titulares das duas equipes mais fortes na Europa no momento: Chelsea (Kalou e Drogba) e Barcelona (Yayá Touré). Não era melhor enfrentar Argélia ou Nigéria, por exemplo?
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4 de dezembro, 2009 16:13
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As bolinhas que serão remexidas nesta sexta-feira, na África do Sul, podem determinar alguns clássicos mundiais já na primeira fase do Mundial. Clássicos que já foram marcantes em outras Copas. Confira:
Itália x França - Muitos jogos marcantes em Copas entre as duas potências. Entra elas, a finalíssima da última edição, com o tetra italiano, e as oitavas de 86 e quartas de 98, ambas com vantagem francesa.
Brasil x França - O trauma é brasileiro, embora em 58 o 5 a 2 de Pelé e companhia, nas semifinais, tenha sido vital para o primeiro título mundial brazuca. O fato é que nos três últimos dissabores brasileiros, em três a pátria do iluminismo foi protagonista - 86, 98 e 2006. Portanto, é rezar no sorteio.
Alemanha x França - As semifinais de 86 foram o último duelo mais interessante. Os 2 a 0 colocaram os germânicos na decisão contra a Argentina
Argentina x França - As duas seleções, que chegaram ao Mundial de 2002 como francas favoritas e decepcionaram, não têm duelos memoráveis em Munduiais recentes. Para lembrar, confronto na Copa 78, ainda na primeira fase. Triunfo alviceleste.
Espanha x França - Na Copa da Alemanha, em 2006, a Espanha voava, com primeira fase estupenda. Mas aí pegaram os franceses nas oitavas...
Inglaterra x França - Separadas pelo Canal da Mancha, as nações não costumam se enfrentar em Copas. Em 82, disputa na segunda fase.
Brasil x Portugal - Nossos colonos vão apenas para a quinta Copa na história. Mas o suficiente para lembrarmos a traumática derrota de 66 para Euzébio e sua turma.
Holanda x Portugal - Na última Copa, os portugueses, em jogo bastante violento, eliminaram os holandeses nas oitavas.
Brasil x Dinamarca - Quem ainda tem viva na memória a Copa de 98 deve lembrar-se do acirradíssimo confronto nas quartas. Um 3 a 2 no sufoco que classificou o Brasil para as semifinais.
Brasil x Gana - Jogo que apareceu na lista de suspeitos da máfia de apostas ocorrido nas oitavas do Mundial passado. 3 a 0 e o gol que colocou Ronaldo como o maior artilheiro da história dos mundiais.
Argentina x Camarões - Em 1990, uma das maiores zebras até hoje. Abertura do Mundial da Itália e 1 a 0 para os Leões Indomáveis. Impossível esquecer.
Inglaterra x Camarões - De zebra a sensação, Camarões caiu diante dos ingleses nas oitavas de 90. Em jogo com contornos épicos, o 3 a 2 da equipe de Gary Lineker.
Itália x México - Em 94, quase que a Itália é derrubada ainda na primeira fase. O empate por 1 a 1 com os mexicanos salvou a pele da equipe então dirigida por Arrigo Sachi e que iria, aos trancos e barrancos, chegar à final contra o Brasil.
Itália x Uruguai - Oitavas de final de 90 reuniu as duas campeãs do mundo. Em casa, a Azzurra não deu chances: 2 a 0.
Espanha x Paraguai - Em 98, a superdefesa da equipe paraguaia de Carpegiani segurou o ataque da Fúria e praticamente selou a eliminação precoce dos ibéricos.
Itália x Nigéria - Difícil esquecer as oitavas de final de 94. Até os minutos finais a Itália ia caindo precocemente. Mas havia um tal de Baggio e ele fez a diferença empatando e depois decidindo na prorrogação.
Alemanha x México - Oitavas de 98 e o México ia derrubando os tricampeões. Mas dois gols no fim mudaram tudo, com a assinatura germânica de sempre. Nas quartas de 86,. os alemãoes calaram o estádio Azteca, superlotado, ao vencerem nos pênaltis. A camisa foi maior.
Itália x Chile - Em um jogo até hoje contestado pelos italianos, os chilenos, no Mundial de 62, passaram as semifinais.
Itália x Coreia do Norte - Certamente uma das maiores zebras da história das Copas. A Coreia do Norte fez 1 a 0 na poderosa Squadra Azzurra e a delegação italiana foi recebida com ovadas na chegada em casa.
Estados Unidos x Inglaterra - O local foi o estádio Independência, em Belo Horizonte. Palco da zebra número da história das Copas. Os ingleses, criadores do futebol, perderam por 1 a 0 para os norte-americanos.
Itália x Austrália - Nas oitavas de 2006, um gol de pênalti decretou a classificação suada da equipe de Marcelo Lippi, que mais tarde seria tetracampeã.
Itália x Coreia do Sul - Havia um árbitro no meio do caminho italiano naquelas oitavas de final de 2002. E os tambores sul-coreanos acabaram ressoando na prorrogação.
Argentina x Grécia - Lembram-se da fúria de Maradona ao marcar um dos quatro gols da equipe na primeira fase de 94 contra a Grécia? Depois o doping comprovado...
Inglaterra x Portugal - Nas semifinais da Copa de 66, a força inglesa em casa foi superior ao time de Eusébio. Nas semifinais, 1 a 0.
Espanha x Dinamarca - A Dinamáquina destroçou adversários na primeira fase em 86. Entre eles, seis gols no Uruguai e dois na Alemanha. Mas nas oitavas, um show de Butrageño decretou o massacre espanhol: 5 a 1.
Brasil x Estados Unidos - 4 de julho de 1994. Cotovelada de Leonardo, jogo dramático, gol isolado de Bebeto... Classificação brasileira às quartas de final.
Alemanha x Argélia - Catalogado entre as maiores zebras da história, a vitória por 2 a 1 dos argelinos nos alemães, em 82, gerou a marmelada de Alemanha e Áustria e a chegada tedesca à decisão contra a Itália.
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3 de dezembro, 2009 23:21
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Ao deixar a França fora da lista de cabeças-de-chave, a Fifa deu brecha para acontecer algo inusitado na Copa da África do Sul. O sorteio pode colocar na mesma chave italianos e franceses, campeões e vice do último Mundial, respectivamente. A "revanche" da decisão na Alemanha poderá ocorrer logo de cara. Isso é inédito na história das Copas. E de certa forma mostra que o critério adotado pela entidade para determinar os líderes de grupo gera distorções. Afinal, convenhamos, não será fácil explicar um eventual confronto entre as duas melhores seleções da Copa passada tão precocemente. A chance de isso acontecer é de uma em oito. Parece bem reduzida, mas pode ocorrer.
Na história do maior torneio de futebol do mundo, aliás, apenas três vezes o jogo final do torneio aconteceu no torneio seguinte. E nunca ele se deu na primeira fase da competição. Uma das repetições, diga-se, foi a primeira final. Argentinos e alemães fizeram a decisão em 86 e 90.
Confira quando o confronto final de uma Copa repetiu-se na edição seguinte
1970 - Alemanha 3 x 2 Inglaterra - na final de 66, a Inglaterra derrotou a Alemanha por 4 a 2.
1978 - Alemanha 2 x 2 Holanda - na final de 74, a Alemanha venceu a Holanda por 2 a 1.
1990 - Alemanha 1 x 0 Argentina - na final de 86, a Argentina derrotou a Alemanha por 3 a 2.
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3 de dezembro, 2009 18:09
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A França é a atual vice-campeã do mundo e não será cabeça de chave do Mundial sul-africano. A Holanda, que caiu nas oitavas-de-final na Alemanha, ou seja, nem entre as oito melhores ficou, será. Tudo porque o critério que a Fifa usou foi o seu ranquing, ao qual obviamente ela quer atribuir algum valor. Mas é curioso que sejam justamente os franceses os apeados. Coincidentemente após a polêmica envolvendo os tapas de Henry na bola contra a Irlanda que garantiram a pátria do Iluminismo na Copa. Nunca consigo ver coincidências nas decisões da entidade.
A presença de França e Portugal no pote 2 provoca a pergunta: Um deles acompanhará a África do Sul no grupo 1? Ou os sul-africanos terão a "sorte" de uma chave fraca - única chance de passarem da primeira fase. Suponhamos que no seu grupo, os sul-africanos sejam acompanhados de Nova Zelândia, Chile e Suiça. Só com adversários desse porte a equipe de Parreira, muito ruim, tem chances de passar às oitavas de final.
A configuração que o jornal Marca previa só mudou mesmo pelas trocas entre Holanda e França de potes. O Brasil certamente enfrentará um africano (Camarões, Costa do Marfim, Argélia, Nigéria ou Gana). Mas para ilustrar como há diferenças entre a política que a Fifa adotou na Copa da Alemanha e agora para dividir os bloco são:
1 - A Argentina, nos dois últimos Mundiais, encarou dois europeus na primeira afse. Desta vez isso não poderá acontecer por um detalhe simples. Todos os integrantes do Velho Continente que não são cabeças de chave estão em um pote só.
2 - Austrália e Japão fizeram parte do grupo brasileiro na Alemanha. Agora estão no mesmo pote.
3 - O Brasil obrigatoriamente pegará um africano. Desta vez isso não acontecerá.
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2 de dezembro, 2009 15:53
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