A Toyota foi mais uma equipe/montadora a deixar a Fórmula 1. Os executivos enfim encheram o saco de gastar tubos de dinheiro sem resultados e resolveram pular fora, a exemplo do que fizeram Honda e BMW e pode fazer a Renault. Executivos são pragmáticos, pensam no futuro de suas empresas, não ligam para o esporte, e não têm pudor em sair. É a linha que seguem, paciência.
Lamento pelos funcionários da equipe, que sempre se dedicaram, aí sim pelo esporte, já que vivem disso. Lamento ainda pelo Kamui Kobayashi, que mal começou sua carreira na Fórmula 1 e pode vê-la interrompida sem previsão de volta, a não ser que pingue uma vaguinha nas equipes que sobraram.
Mas é por essas e outras que, mais do que nunca, admiro um personagem chamado Frank Williams. Esse, sim, manteve-se fiel ao esporte e recusou a proposta que a BMW lhe fez pelo seu time. Poderia estar na dele, tranquilo, veterano que é. Mas ainda tem sua raiz, a de um autêntico garagista. Independente.
Se tivesse vendido a Williams, estaria hoje vendo tudo o que construiu acabar, como acontece agora com Peter Sauber, que tenta como pode conseguir uma vaga no grid no ano que vem.
É triste ver uma equipe acabar, principalmente, insisto, pelos funcionários. Mas, de um jeito ou de outro, a Fórmula 1 está voltando para quem é de direito: os independentes!
P.S.: meu grande amigo Bruno Vicaria, do site Tazio, escreveu o seguinte: "Antigamente, achava que os pilotos japoneses eram um lixo, mas as montadoras o máximo. Hoje, acho que as montadoras são um lixo, e os pilotos o máximo." Genial.
Abraços!